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Inspirado em Coutinho, documentário registra questão social indígena
31/03/2009
 
Destaque de hoje do É Tudo Verdade, filme reabre discussão pendente desde as origens do país: o extermínio dos índios.

Cabra marcado para desaparecer. É sob inspiração da matriz do documentário erigida por Eduardo Coutinho já há mais de duas décadas no clássico "Cabra Marcado para Morrer" que continuamos a encontrar o que de melhor se realiza no campo do registro das questões sociais do Brasil, como em "Corumbiara", de Vincent Carelli.
O filme retoma uma questão pendente desde as origens do país: o extermínio indígena pelo ocupante branco, que se defende ainda com o argumento do "progresso econômico". O que "Corumbiara" mostra é que nas fronteiras da exploração do território se pratica a mesma lei da selva implantada pelos colonizadores portugueses há cinco séculos.
Respeito aos índios, como evoca com toda a cara-de-pau um advogado defensor de latifundiários, é sinônimo de atraso. E o doutor Flausino não se esquece de ilustrar com o exemplo dos EUA e concluir que "foi só depois que acabaram de vez com seus nativos que os EUA puderam crescer e virar grande potência".
Não há, contudo, ingenuidade ou denuncismo no projeto de Carelli e sua equipe. Trata-se mais de expor o funcionamento da lógica do extermínio, constante e contínua, e para isso se faz a opção por um vaivém cronológico entre aquilo que foi e o que ainda resta, condenado a desaparecer logo. Carelli parte, como Coutinho, de um material histórico registrado em 1985, durante a busca de pistas de um suposto massacre em uma aldeia nos rincões de Rondônia.
Orientado pelo indigenista Marcelo Santos, o diretor filmou algumas pistas esparsas da dizimação encontradas num terreno recém-ocupado. Sua intenção àquela altura era realizar um documentário sobre o suposto crime.
Daí em diante o acompanharemos, como um arqueólogo, na busca de algum sobrevivente que possa comprovar aquele crime e punir os culpados ou ao menos impedir que se prossiga o processo de ocupação seguindo regras brutais. A cada traço da presença indígena que ressurge em meio ao que ainda resta de mata, aparecem outras tantas forças na direção contrária, forçando seu apagamento.
Em torno dele, fazendeiros, madeireiros, posseiros e grileiros reagem com um sonoro não à indagação sobre a presença indígena nos locais ocupados. E passo a passo o documentário se alça da simples denúncia de um caso que poderia ser isolado para uma visão mais completa da dinâmica social e econômica na qual o índio se encontra acuado.

CORUMBIARA
Direção: Vincent Carelli
Quando: hoje, às 21h, no Cinesesc; amanhã, às 15h, no Cinesesc; ter., às 13h, no CCBB
Avaliação: bom
 

CÁSSIO STARLING CARLOS
CRÍTICO DA FOLHA
 
 
 

18/03

 

CINEASTAS INDÍGENAS PARA JOVENS E CRIANÇAS

O Vídeo nas Aldeias acaba de lançar uma nova coleção educativa, desta vez apresentando a temática indígena para o ensino fundamental. Com o apoio da "Convenção sobre a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais", da UNESCO, o conjunto reune um guia didático e uma seleção de 6 filmes de povos distintos: Waiãpi, Ikpeng, Panará, Ashaninka, Mbya-Guarani e Kisêdjê.

Versão digital, disponível na íntegra para computadores, tablets e outros dispositivos móveis:

Assista aqui aos filmes dublados da coleção, ou assista aqui aos filmes legendados em português!

Faça aqui o download dos filmes dublados da coleção.

Leia ou faça o download do livro
"Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças".





 

28/01

 

Exibições do "As Hiper Mulheres" no Festival do Júri Popular 2013

Não percam as exibições de "As Hiper Mulheres" em sete capitais em fevereiro 2013.
Belém/PA: 09/02 (sábado) – 20h
Cine Líbero Luxardo – Fundação Tancredo Neves – 86 lugares
Av. Gentil Bittencourt, 650 – Batista Campos – (91) 3202 4321
Curitiba/PR: 04/02 (segunda-feira) – 20h
Cinemateca de Curitiba – 104 lugares
Rua Carlos Cavalcanti, 1.174 – São Francisco – (41) 3321 3245
Goiânia/GO: 03/01 (domingo) – 20h
Cine Goiânia Ouro – Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro – 217 lugares
Rua 3 Esq. com Rua 9, 1.016, Galeria Ouro – Centro – (62) 3524 2541 / (62) 3524 2542
João Pessoa/PB: 02/01 (sábado) – 20h10
Casa de Cultura Cia. da Terra
Pça. Antenor Navarro, Casarão nº 15 (1º andar), Varadouro
Porto Alegre/RS: 03/01 (domingo) – 19h
Cine Bancários – 81 lugares
Rua General Câmara, 424 – Centro – (51) 3433 1200
Rio Branco/AC: 03/02 (domingo) – 19h
Filmoteca Acreana – Biblioteca Pública – 114 lugares
Av. Getúlio Vargas, 389 – Centro – (68) 3223 6041
Rio de Janeiro/RJ: 03/02 (domingo) – 19h
Centro Cultural Banco do Brasil – 50 lugares
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – (21) 3808 2000

 

25/01

 

Seminário

Foi realizado, em Belo Horizonte ,no período de 11/12 a 13/12/2012, o seminário sobre “A cosmovisão dos Guarani, Mbya e Kaiowa, promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais com apoio do Museu do Índio/Funai. Num momento em que vários setores da sociedade brasileira se solidarizam com verdadeiro martírio imposto a estes povos, a UFMG toma esta iniciativa para se juntar ao movimento, promovendo um seminário acadêmico valorizando do conhecimento e da cosmologia dos rezadores Guarani.